As doenças crônicas são definidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como: "Doenças que têm uma ou mais das seguintes características: são permanentes, produzem incapacidade/deficiências residuais, são causadas por alterações patológicas irreversíveis, exigem uma formação especial do doente para a reabilitação, ou podem exigir longos períodos de supervisão, observação ou cuidados."
As principais doenças crônico-incapacitantes, segundo a OMS, são:
Diabetes
Doenças Pulmonares
Doenças Cardiovasculares
Câncer
É importante que existam politicas de saúde para que se previna essas doenças, por meio de estrategias de saúde na atenção básica, sabendo-se que os fatores de risco das doenças crônicas são:
Tabaco
Álcool
Má alimentação
Sedentarismo
Além dessas doenças crônicas existem outras como: Doenças mentais; doenças neurológicas; doenças renais e doenças autoimunes.
Na intervenção em terapia ocupacional pensamos primeiramente na Atenção Básica, como foi dito, para a prevenção das doenças crônicas.
Porém se o individuo já está com a doença a segunda medida é pensar na prevenção do agravo, no paciente que tem a doença mas onde os sintomas ainda não são aparentes. Como por exemplo incentivar caminhadas e exercícios físicos para pessoas que tenham tido alguma doença cardiovascular.
No caso de já haver a doença onde os sintomas já estejam aparentes, pensasse na forma de prevenir as morbidades que podem decorrer dessas doenças. Por exemplo, uma pessoa que tenha diabetes e esteja tendo perda de sensibilidade nas extremidades é importante criar estratégias, como o uso de meias grossas para evitar que cortem os pés e os dedos, já que sabemos que a cicatrização é lenta e difícil, podendo causar a amputação de um membro se a ferida se agravar.
Para pacientes em estado mais grave tanta-se prevenir o óbito e iniciasse os cuidados paliativos. O conceito de cuidados paliativos foi criado pelo OMS em 1990 e sua definição consiste: "na assistência promovida por uma equipe multidisciplinar, que objetiva a melhoria da qualidade de vida do paciente e seus familiares, diante de uma doença que ameace a vida, por meio da prevenção e alívio do sofrimento, da identificação precoce, avaliação impecável e tratamento de dor e demais sintomas físicos, sociais, psicológicos e espirituais"
A Terapia Ocupacional tem grande importância e relevância no cuidado de pessoas com doenças crônico-incapacitantes, já que esse profissional tem um olhar singular para o sujeito e tem como um de seus objetivos promover qualidade de vida e independência. Por isso seu olhar se estende, não só pensando em promover o cuidado dentro do contexto hospitalar, mas pensando para além dele, após a alta do paciente. O terapeuta ocupacional pensa como trabalhar o processo de saúde-doença levando em consideração as particularidades do sujeito, seu contexto social e familiar, seus papéis ocupacionais, suas expectativas e planos para além do adoecimento, fazendo com que o paciente possa entender mais o seu processo de adoecimento e tornando-o parte do seu processo de melhora e estabilização. Isso faz com que o sujeito se sinta agente participante e principal mantenedor da estabilização do seu quadro e diminuição do agravamento da doença.
Referências:
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