segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Intervenção da Terapia Ocupacional em condições criticas de vida e pacientes agudos



Segundo a portaria número 2.338 de 2011 o paciente crítico/grave é aquele que se encontra em risco iminente de perder a vida ou função de órgão/sistema do corpo humano, bem como aquele em frágil condição clínica decorrente de trauma ou outras condições relacionadas a processos que requeiram cuidado imediato clínico, cirúrgico, gineco-obstétrico ou em saúde mental.

É bom lembrar que a terapia ocupacional tem um papel muito importante na atenção de alta complexidade em pacientes agudos e críticos.
A uma série de fatores que tornam, tanto para o paciente quanto para a família, esse um momento de fragilidade tanto física quanto emocional, além de terem que lidar com a doença em si estão expostos a inúmeros fatores que tornam esse momento muito mais difícil como: inúmeros equipamentos, tanto os que estão no paciente quanto os que estão no ambiente hospitalar, trazem desconforto ao paciente e aos familiares também, muitas vezes por não entender a necessidade ou função do aparelho o que pode causar insegurança em relação ao estado de saúde do seu familiar, por isso é sempre importante que os familiares sejam bem informados pela equipe e estejam disponíveis tirar possíveis dúvidas; estímulo sonoro e luminoso constate além da presença da equipe que pode interferir no sono e também na privacidade do paciente. Isso pode causar ainda mais estresse, pois o ambiente de internação é movimento e barulhento por conta dos aparelhos. Também seria um ponto importante pensar na modificação do ambiente para melhor assistir esse paciente; falta de intimidade/ individualidade, é um grande problema na internação e um grande foco, também, para a intervenção de terapia ocupacional; o fato de lidar com a possibilidade de morte também é um fator estressante tanto para o paciente, quanto para o familiar levando-os a sentir angústia, medo e incerteza; etc.
Como podemos notar a terapia ocupacional é de extrema importância na equipe que cuida de pacientes em condições criticas de vida e pacientes agudos. As intervenções da terapia ocupacional podem ser desde olhar o ambiente em que o paciente se encontra, podendo pensar em modificações, como também assistir os familiares que são parte importante nesse processo para o paciente. A terapia ocupacional também é uma grande interlocutora entre equipe-paciente-família, tornando a comunicação mais clara entre eles.
Também é importante pensar nos próprios profissionais da equipe que também passam por fatores estressantes como desentendimento entre si, lidar com a morte ou piora do paciente, lidar com familiares, lidar com pacientes, lidar com a falta de recursos, etc... o terapeuta ocupacional também pode intervir na relação entre a equipe para que haja um ambiente de trabalho mais satisfatório cuidando das relações da equipe, e fazendo com que a equipe possa arrumar meios criativos para lidar com as adversidades do ambiente e da falta de recursos. 
Referências: Brasil, PORTARIA No 2.338, DE 3 DE OUTUBRO DE 2011.
O processo de humanização do ambiente hospitalar centrado no trabalhadorBackes DS, Lunardi Filho WD, Lunardi VL. Rev Esc Enferm USP 2006; 40(2):221-7.
GALHEIGO, S. M. Terapia ocupacional, a produção do cuidado. Rev. Ter. Ocup. Univ. São Paulo, v.19, n. 1, p. 20-28, jan./abr. 2008.

Nenhum comentário:

Postar um comentário